Considerada o marco zero do Impressionismo, a tela retrata o porto de Le Havre sob a névoa matinal. Com pinceladas soltas e um disco solar alaranjado em forte contraste cromático, Monet priorizou a luz passageira sobre o detalhamento das formas. A crítica da época usou o título da obra de forma pejorativa para batizar todo o movimento artístico.
A obra exibe o refúgio botânico construído pelo próprio Monet, destacando canteiros de íris em tons de roxo e violeta. A composição é atravessada pela luz solar filtrada entre as copas das árvores, criando um jogo de luz e sombra dinâmico. Pinceladas densas e vibrações de cores complementares dão vida e movimento à vegetação. A pintura reflete a fusão perfeita entre a paixão do artista pela jardinagem e sua obsessão em pintar a natureza viva.
Composta por cerca de 250 telas, a série explora obsessivamente o lago de vitórias-régias no jardim de Monet. Com o passar dos anos, o pintor eliminou a linha do horizonte e as margens, focando apenas nos reflexos da água e do céu. As composições anteciparam caminhos da arte abstrata ao transformar a superfície da tela em pura experiência de cor. Criadas em grande escala, muitas das obras foram pintadas enquanto o artista enfrentava a perda progressiva da visão.