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Impressão, Nascer do Sol (1872)

Impressão, Nascer do Sol (1872)

Considerada o marco zero do Impressionismo, a tela retrata o porto de Le Havre sob a névoa matinal. Com pinceladas soltas e um disco solar alaranjado em forte contraste cromático, Monet priorizou a luz passageira sobre o detalhamento das formas. A crítica da época usou o título da obra de forma pejorativa para batizar todo o movimento artístico.

O Jardim do Artista em Giverny (1900)

A obra exibe o refúgio botânico construído pelo próprio Monet, destacando canteiros de íris em tons de roxo e violeta. A composição é atravessada pela luz solar filtrada entre as copas das árvores, criando um jogo de luz e sombra dinâmico. Pinceladas densas e vibrações de cores complementares dão vida e movimento à vegetação. A pintura reflete a fusão perfeita entre a paixão do artista pela jardinagem e sua obsessão em pintar a natureza viva.

Monet_-_Monets_Garten_in_Giverny
Série Nymphéas (Lírios d'Água)

Série Nymphéas (Lírios d'Água)

Composta por cerca de 250 telas, a série explora obsessivamente o lago de vitórias-régias no jardim de Monet. Com o passar dos anos, o pintor eliminou a linha do horizonte e as margens, focando apenas nos reflexos da água e do céu. As composições anteciparam caminhos da arte abstrata ao transformar a superfície da tela em pura experiência de cor. Criadas em grande escala, muitas das obras foram pintadas enquanto o artista enfrentava a perda progressiva da visão.

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